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sábado, 11 de agosto de 2012

Doença de Batten


A doença de Batten é uma doença  degenerativa do cérebro, que provoca perda das capacidades adquiridas até o início do sintomas que começam, em geral a se manifestar por volta dos 5 anos de idade. As crianças têm desenvolvimento normal, e atá que começam a se manifestar os sintomas da doença de Batten, como: convulsões, problemas de visão, comportamentos agressivos, dificuldades na aprendizagem, perda progressiva das capacidades motoras, confusão mental e perda de equilíbrio.
Não existem meios de prevenir a doença de Batten, que tem origem numa mutação genética e só termina com a morte do paciente.
O diagnóstico é feito através de testes genéticos, que detectam a presença dos genes afetados, e embora exista nenhum tratamento eficaz para curar a doença de Batten, ele é direcionado para amenizar os sintomas que surgem no decorrer da vida do portador utilizando a fisioterapia, psicoterapia, musicoterapia, terapia ocupacional e remédios anticonvulsivantes para melhorar a qualidade de vida do portador deste defeito genético.

História do Lauro Matheus


Nasc.: 24/06/1993


Desde a gravidez, o nascimento, o desenvolvimento, tudo sempre foi normal com Lauro Matheus, ele sempre foi extremamente doce, meigo e carinhoso, com 4 aninhos começou a ir na escolinha, seu comportamento mudou aos 4 anos, parecia que do dia pra noite ficara hiper ativo, mas nas atividades escolares foi normal até o pré III, já escrevia todo alfabeto, muitas palavras e números, quando no final deste ano(de pré III em dez/1999), em um dia que deu um temporal e faltou luz, a casa ficou na penumbra e percebemos que Matheus estava com dificuldade para enxergar, ele não se queixou mas tateava com a mão pela parede para se achar, na mesma noite, lavei um cacho de uva e dei na mão dele, mas caiu e ele foi pegar no chão, ficou tateando com a mão até encontrá-lo, nossa, ficamos em choque e começou então a corrida á oftalmologistas. Iniciava-se um longo processo de dor, foram muitos médicos, na nossa região, em cidades maiores( Curitiba, Londrina e São Paulo) durante 6 meses e nada dos médicos descobrir o que ele tinha na visão. Depois destes 6 meses de buscas, começaram as convulsões, outro choque, começava então a corrida a neurologistas, também foram vários, de várias cidades. Durante essas buscas, um oftalmologista nos deu o diagnóstico de retinose pigmentar, disse que esta doença não tinha tratamento, na época Matheus tinha 9 anos, e que aos 11 estaria bem cego. Pesquisei sobre esta doença e descobri que havia um tratamento em Havana/Cuba, que este seria o único lugar no mundo que tratava retinose pigmentar. Eu e Matheus fomos para lá (dezembro de 2002), passamos lá 22 dias de tratamento, infelizmente lá os médicos também desconfiaram que não seria só esta doença na visão, que retinose pigmentar era só mais um sintoma de uma doença bem mais séria. Foi ficando cada vez mais freqüente ouvir de médicos que Matheus provavelmnete era portador da doença de Batten, mas no Brasil não fazia exame, pesquisei de novo sozinha para ver em que parte do mundo se faria exame então, descobri na Internet um laboratório em Nova Iorque, escrevi para eles e me informaram o contato em Córdoba-Argentina, no Cemeco, entrei em contato com Dra. Inês Halac e em junho de 2003 fomos para fazer exames para BATTEN. Infelizmente o diagnóstico foi CLN1.
O dia a dia de Matheus foi ficando mais pesado para ele, já não enxergava quase nada, começava a cair muito, babar sem controle, urinar sem controle, bastante dificuldade para andar. Compramos a cadeira de rodas em fevereiro de 2007, em setembro de 2007 fez cirurgia de gastrostomia, em julho de 2008 seu intestino parou de funcionar, (é feita lavagem intestinal), em setembro/outubro de 2008 parou de falar, seu corpo foi ficando a cada dia mais debilitado, quase não se mexe e não agüenta mais ficar sentado, passando a ficar só deitado, em fevereiro de 2009 fez cirurgia de traqueostomia.
Receber uma notícia destas, dizendo que seu filho tem uma doença tão traiçoeira, é devastador,a vida vira de ponta cabeça, tanta coisa que tinha importância, de repente não tem mais importância nenhuma diante disso que temos de aceitar, seu filho tem uma doença que não tem cura, nem tratamento.
Hoje vivemos um dia de cada vez, tentamos sempre fazer o melhor para que Matheus tenha melhor qualidade de vida possível, e ele precisa de nós inteiros e fortes. Matheus, como os outros portadores da doença de Batten, é um herói, são heróis, sim, bravamente heróis, porque suportam muita dor, e ensinam a todos a sua volta, a capacidade de lutar a cada dia com todas as suas forças para sobreviver, muitas vezes ainda com um sorriso nos lábios. Eles nos ensinam o que é realmente importante, o amor incondicional. Crianças com doença de Batten são anjos que temos o prazer de conhecer.

Menina sofre de doença rara que a faz ser a menor criança do mundo

Ela sofre de nanismo primordial, doença que afeta apenas 100 pessoas em todo o mundo.
 Rio - A jovem Charlotte Garside adora brincar com suas bonecas como qualquer outra menina de dois anos. Mas com apenas 58 cm de altura ela é muito menor que vários de seus brinquedos.
    A menina que vive com sua família em uma pequena cidade perto de Hull (Reino Unido), sofre de nanismo primordial, uma condição rara do nanismo que afeta somente 100 pessoas em todo o mundo.
    Segundo os médicos a altura que ela tem hoje (58cm) é equivalente a metade do que ela deverá ter na fase adulta. A história de vida da menina é tema de um documentário que será exibido pela TV norte-americana. Emma Newman, mãe da criança disse: "Nossa filha sofre de nanismo primordial.
    No entanto, os médicos não sabem especificar ao certo o seu problema. Pode ser que Charlotte seja a única pessoa no mundo com descrição parecida." Emma disse ainda não ter percebido que Charlotte tinha algo errado: "Ela não parecia diferente." "Apenas sabia que ela era muito pequena. Suas roupas eram de bonecas.
    Foi quando os médicos me informaram da doença rara que ela tinha, mesmo assim sem muita certeza", continuou.
    A pequena menina é incapaz de comer e digerir qualquer alimento, por isso mesmo ela é alimentada com uma fórmula de leite através de um tubo gástrico.
    Quando nasceu ela tinha apenas 500g. Para se ter uma ideia, um bebê normal tem em média 3kg quando nasce. Charlotte tem mais três irmãs, todas sem qualquer problema de tamanho.
    "Elas adoram nossa pequena e brincam com ela o tempo todo", contou Emma.
    Para a mãe da menina, uma das coisas mais difíceis é lidar com a forma como as pessoas olham para Charlotte.
    "Fico irritada quando ficam olhando para ela. Ao invés de cochicharem, elas poderiam vir até nós e perguntar sobre o que minha filha tem", explicou.
    Depois de procurar por ajuda, Emma conheceu a Fundação dos Gigantes durante um evento que entidade promove para as pessoas que sofrem de nanismo primordial. "A Fundação foi uma das melhores coisas que já aconteceu na vida de Charlotte.
  Eles deram a ela muita atenção e foi bom conhecer pessoas que estão na mesma situação", disse Emma.
    A menina, que precisará de uma cirurgia no tendão de Aquiles para poder andar, já está rastejando. "Agora ela já vai para uma creche e se Deus quiser irá para uma escola regular em poucos anos", afirmou Emma, novamente ressaltando a importância da Fundação. "Esperamos que o futuro seja melhor.
    Queremos apenas tê-la conosco, é o nosso feixe de energia", finalizou ela. O nanismo primordial é o tipo mais raro de nanismo e seus portadores têm tamanho corporal reduzido em todos os estágios da vida, desde antes do nascimento, e raramente crescem mais do que 90cm.